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Entrevista David Caldeirão

• Como te chamas, idade e anos de triatlo?
DC- David Caldeirão, 41 anos e há 25 a fazer triatlos.

• Como surgiu o triatlo na tua vida?
DC- Foi em 1989, em conversa com um vizinho meu que tinha participado no Triatlo de Cascais, que fiquei curioso, mas acabei por me estrear apenas em 1990 no Triatlo de Oeiras, muito incentivado por um colega de escola que já fazia, um grande nome do triatlo, Paulo Pereira.

• Qual a disciplina que preferes e porquê?
DC- A minha disciplina preferida!? É mesmo o Triatlo, a possibilidade de juntar três desportos num só, poder treinar todos os dias uma modalidade diferente.

• Tens conseguido excelentes resultados nos últimos tempos, qual o segredo?
DC- Em conjunto com o Paulo Conde vamos delineando planos a 4 anos e na realidade não considero que os últimos resultados sejam muito melhores que os anos anteriores, tento evoluir sempre, mas…, entre 2007 e 2010, conquistei 1 medalha de Prata e 2 medalhas de Bronze (ag35-39) em Campeonatos da Europa, alcancei também o meu melhor registo num Ironman 9:18:00. A grande diferença nestes últimos tempos como veterano é a visibilidade que dá subir ao pódio, já fiz 18 triatlos com várias distâncias, por doze vezes em 1ºlugar V1, quatro vezes 2ºlugar V1 e duas vezes 3ºlugar V1. 


                                 

• Falando no teu treinador e treinos, qual a média mensal de kms que costumas treinar para alcançar estes excelentes resultados?
DC- Nesse aspecto podemos dividir a época em dois, no período preparatório no outono/inverno, normalmente faço, 30km de natação, 1200 de ciclismo e 200km de corrida. Com os dias maiores e a chegada da primavera/verão, entramos em período específico e subimos um pouco a fasquia, para 40km de natação, 1800 de ciclismo e 280km de corrida. 

• Como manténs toda esta motivação ao longo destes anos todos de triatlo?
DC- Quando tens paixão pelo que fazes não como desmotivares! Há quem chame, motivação intrínseca, talvez seja…, basicamente adoro treinar e competir, procuro sempre novos objectivos e gosto dessa pressão.

• Alguma vez tiveste lesionado, como geriste o factor emocional nesse tempo que não podes treinar?
DC- Felizmente sou um sortudo e até agora tenho tido a felicidade de não ter que lidar com isso…, uma ou outra pequena lesão, nada de mais, no máximo 3 dias sem poder treinar, mas isso nem conta! E como habitualmente digo no triatlo dificilmente páras de treinar, se não podes correr, podes nadar, se não podes nadar, podes pedalar!!!

• Tens algum tipo de cuidado com a tua alimentação diária e antes das provas?
DC- Normalmente não, na alimentação diária tento manter-me fiel à dieta mediterrânea, obviamente que “abuso” dos hidratos de carbono e como muita…, mesmo muita fruta! Nas semanas que antecedem as provas, evito os doces, procuro ingerir mais hidratos, muita água e algum sal extra, mas não altero a minha alimentação normal.

• Quais os objectivos para este ano?
DC- O grande objectivo, para este ano que é o final de mais um ciclo de quatro, é obviamente o próximo IRONMAN European Championship que se realiza no dia 6 de Julho em Frankfurt.

• E para o ano que vem?
DC- Ainda não começámos a pensar no próximo ano, ou melhor no próximo ciclo de quatro anos! Ainda há muito para fazer este ano…

• Esperas conseguir chegar a um slot para o Hawai em Frankfurt?
DC- Não posso esconder que sonho com isso, mas no longo dia de um Ironman tudo pode acontecer, nem sempre as coisas acontecem como prevemos, é preciso ter um dia perfeito.

• No Hawai as condições são especiais, como vais preparar-te para essa prova?
DC- Treinar com o calor que faz em Portugal durante o verão pode ajudar, também está previsto fazer o Triatlo de Posadas halfIronman em agosto na Andaluzia, onde o termómetro passa sempre dos 40º, em relação à humidade sempre elevada do Hawai não há como treinar, porque os “estágios” não podem ser efectuados fora de Portugal.

• Depois da conquista do Hawai, qual será o próximo objectivo?
DC- Vou ter tempo para pensar nisso…, talvez, com sorte, lá para Outubro!

• Esperas fazer triatlo até que idade?
DC- Quando vejo triatletas como o Fernando Damas ou o Carlos Cabrita, que já foram grandes referências nesta modalidade e ainda treinam e fazem triatlos com mais de 60 anos, fico impressionado…, a minha vida confunde-se com o triatlo e certamente que irei fazer enquanto tiver possibilidade!

• Qual o conselho que dás a quem se inicia neste desporto?
DC- Sem dúvida, que o melhor conselho é procurarem companhia, um grupo de treino e um treinador, uma equipa, porque podem começar sozinhos, mas a motivação tem tendência a perder-se, esta modalidade é tão bela quanto exigente e se não tiverem companhia para ajudar nos dias em que nem apetece treinar, ou para partilhar as emoções dos treinos e competições, certamente que não será tão agradável.

• Gostavas de deixar alguma mensagem para alguém em especial?
DC- Nunca é demais agradecer…, agradecer à família o apoio e compreensão que fazem parte do equilíbrio necessário a qualquer triatleta agegroup, agradecer ao Paulo Conde que é muito mais que meu treinador, é um companheiro de “viagem” à mais de 25 anos…, agradecer às pessoas que estão sempre prontas para ajudar e que vão disponibilizando material ou condições para treinar e competir, agradecer a todos os amigos que fui ganhando ao longo destes anos de triatlos.

 

David, muito obrigado pela tua entrevista e sucesso é os votos do teu grupo Ironconde.

 

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